O que 26 anos atendendo pacientes me ensinaram sobre dor?
Após 26 anos de experiência clínica, Dr. Jorge Costa, Osteopata em Macaé e Mestre em Dor Lombar pela UFRJ, compartilha o que a prática e a ciência ensinam sobre dor na coluna, dor lombar, hérnia de disco, ciática e cervicalgia. Entenda por que cada dor precisa de uma avaliação individualizada e como a Osteopatia baseada em evidências pode contribuir para compreender cada paciente além do sintoma.
Dor na coluna, dor lombar, hérnia de disco, ciática e cervicalgia estão entre as queixas mais frequentes de quem procura um osteopata em Macaé. Depois de mais de 26 anos atendendo pacientes, uma das principais lições que aprendi é que a dor não deve ser compreendida apenas pelo lugar onde ela aparece.
Duas pessoas podem chegar ao consultório dizendo exatamente a mesma coisa, “minha lombar dói”, “a dor desce pela perna”, “meu pescoço está travado”, e apresentarem histórias, limitações e necessidades completamente diferentes.
Por isso, antes de pensar na técnica, é preciso compreender a pessoa.
A dor tem história, e cada paciente conta uma diferente
A dor é uma experiência complexa.
Ela pode estar relacionada a alterações musculoesqueléticas, sobrecargas, redução de mobilidade, irritação de estruturas neurais, hábitos de vida, sono, trabalho, sedentarismo, experiências anteriores e diferentes fatores físicos e psicossociais.
Isso significa que o lugar onde uma pessoa sente dor nem sempre explica, sozinho, por que ela está sentindo dor.
É justamente por isso que uma avaliação individualizada é tão importante.
Em mais de 26 anos de experiência clínica como fisioterapeuta, aprendi que ouvir como a dor começou, como se comporta, o que melhora ou piora os sintomas e de que maneira ela interfere na vida do paciente pode ser tão importante quanto avaliar movimentos, força, mobilidade e outros achados clínicos.
Experiência clínica não é saber tudo sobre a dor. É aprender a fazer perguntas melhores sobre ela.
Dor lombar: nem toda dor tem a mesma causa
A dor lombar é um excelente exemplo.
Algumas pessoas procuram atendimento preocupadas porque uma ressonância mostrou uma protrusão ou hérnia de disco. Outras chegam ao consultório com dor intensa, embora seus exames de imagem não apresentem alterações proporcionais aos sintomas.
O exame de imagem pode ser extremamente importante quando bem indicado, mas deve ser interpretado juntamente com a história clínica e o exame físico.
Por isso, no atendimento de pacientes com dor lombar em Macaé, procuro analisar o quadro de forma mais ampla: comportamento dos sintomas, mobilidade da coluna e do quadril, função, força, sensibilidade, sinais neurológicos quando pertinentes, demandas profissionais, atividades físicas e outros fatores relevantes para aquele paciente.
A pergunta deixa de ser simplesmente “onde está a dor?” e passa a ser:
“O que pode estar contribuindo para que essa pessoa esteja com dor?”
Essa mudança de raciocínio faz diferença.
Dor descendo pela perna é sempre hérnia de disco?
Não.
A hérnia de disco lombar pode irritar uma raiz nervosa e estar associada à dor irradiada para nádega, coxa ou perna. Entretanto, nem toda dor que desce pela perna significa necessariamente hérnia de disco ou compressão do nervo ciático.
Existem diferentes mecanismos capazes de produzir sintomas semelhantes.
Por isso, quando alguém procura atendimento para ciática em Macaé, é importante avaliar o padrão da dor, possíveis alterações neurológicas, força, sensibilidade, mobilidade e demais sinais clínicos.
Da mesma forma, encontrar uma hérnia em um exame não significa automaticamente que ela seja a responsável por todos os sintomas apresentados pelo paciente.
O diagnóstico não deve ser apenas uma imagem. Ele precisa fazer sentido dentro da história daquela pessoa.
Cervicalgia e pescoço travado também precisam ser avaliados individualmente
O mesmo princípio vale para dor cervical, cervicalgia, rigidez no pescoço e dor entre as escápulas.
Trabalho, uso prolongado de computador e celular, atividades repetitivas, sono, atividade física, mobilidade e diversos outros fatores podem participar do quadro.
Em vez de aplicar uma técnica simplesmente porque “o pescoço está travado”, a proposta é entender o que está acontecendo e selecionar as estratégias mais adequadas a partir da avaliação.
Essa é uma das bases que norteiam meu trabalho com Osteopatia em Macaé.
Onde a Osteopatia entra nesse cuidado?
A Osteopatia oferece recursos de avaliação e tratamento manual que podem fazer parte do cuidado de pessoas com diferentes condições musculoesqueléticas.
No meu atendimento, entretanto, ela não é utilizada isoladamente como uma sequência padronizada de técnicas.
Procuro integrar Osteopatia, Fisioterapia, raciocínio clínico, avaliação biomecânica e conhecimento científico, considerando as particularidades de cada paciente.
Dependendo dos achados e objetivos, diferentes estratégias podem ser utilizadas dentro das competências profissionais e da indicação clínica.
O objetivo não é simplesmente “colocar algo no lugar”, mas buscar compreender função, movimento, sintomas e os fatores potencialmente relacionados ao quadro apresentado.
Ciência e experiência clínica precisam caminhar juntas
Ao longo desses 26 anos, minha formação profissional foi sendo construída paralelamente à experiência diária com pacientes.
Minha trajetória reúne duas graduações, seis pós-graduações e Mestrado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com pesquisa dedicada à dor lombar, além da formação em Osteopatia e atuação profissional também nas áreas de Fisioterapia, Quiropraxia e Acupuntura.
Atuo ainda como professor de pós-graduação, experiência que me mantém em contato constante com estudo, atualização científica, discussão clínica e formação de outros profissionais de saúde.
Também exerço a função de Representante do CREFITO-2 no Polo Regional 4, contribuindo institucionalmente com a Fisioterapia em uma região composta por seis municípios, incluindo a representação vinculada à Subsede Macaé.
Esses títulos fazem parte da minha trajetória, mas não substituem aquilo que considero essencial no atendimento: escutar, avaliar, raciocinar e individualizar o cuidado.
Quanto mais se estuda dor, mais evidente se torna que respostas simplistas raramente conseguem explicar completamente uma experiência humana tão complexa.
O que 26 anos de consultório realmente me ensinaram?
Talvez a principal lição seja justamente esta:
não existem apenas colunas, hérnias, ciáticas ou cervicalgias. Existem pessoas convivendo com esses problemas.
Existe quem deixou de caminhar por medo da dor.
Quem não consegue trabalhar confortavelmente.
Quem acorda esperando que naquele dia a lombar não trave novamente.
Quem recebeu um exame e passou a acreditar que sua coluna estava definitivamente “desgastada”.
E também existe quem chega preocupado e descobre, depois de uma avaliação adequada, que pode compreender melhor seu problema e participar ativamente da própria recuperação.
É por isso que considero fundamental unir evidência científica, experiência clínica e as necessidades e preferências do paciente.
Quando procurar avaliação para dor na coluna?
Pessoas com dor lombar, dor cervical, dor irradiada para a perna, suspeita de ciática, hérnia de disco, dor entre as escápulas, limitação de movimento ou episódios recorrentes de coluna travada podem se beneficiar de uma avaliação profissional para compreender melhor o quadro e definir a estratégia mais adequada.
Também é importante reconhecer situações que exigem investigação médica ou encaminhamento. Uma avaliação responsável não serve apenas para decidir o que tratar, serve também para reconhecer quando não tratar e quando encaminhar.
Esse cuidado é parte essencial de uma prática baseada em evidências.
Osteopata em Macaé e atendimento para dor na coluna
Meu consultório recebe pacientes de Macaé e de municípios da região, incluindo Rio das Ostras, Casimiro de Abreu, Carapebus, Conceição de Macabu e Quissamã, que procuram avaliação para dor na coluna, dor lombar, hérnia de disco, ciática, cervicalgia, osteopatia e outras condições musculoesqueléticas.
O primeiro atendimento é direcionado à compreensão da história clínica, avaliação funcional e biomecânica e definição de uma estratégia individualizada, quando houver indicação.
Não acredito que 26 anos de profissão me ensinaram a ter uma resposta pronta para cada dor.
Ensinaram algo que considero mais importante:
a saber que cada paciente merece ser examinado como uma história única.**
Porque a dor tem história.
Cada corpo conta a sua.
E antes de existir um sintoma, existe uma pessoa.
Sobre Dr. Jorge Costa
Dr. Jorge Costa é Fisioterapeuta Osteopata em Macaé, Mestre em Dor Lombar pela UFRJ, com mais de 26 anos de experiência clínica. Possui duas graduações e seis pós-graduações, atua como professor de pós-graduação e Representante do CREFITO-2 no Polo Regional 4, com atuação institucional relacionada a seis municípios da região e à Subsede Macaé.
Sua prática clínica integra avaliação individualizada, Osteopatia, Fisioterapia e raciocínio baseado em evidências no atendimento de pacientes com dor lombar, dor na coluna, hérnia de disco, ciática, cervicalgia e outras condições musculoesqueléticas.